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Fichamento do livro Lições de Arquitetura

 


1. Público e Privado
  • Público - coletivo - área acessível a todos a qualquer momento;
  • Privado - acesso determinado por um pequeno grupo;
  • Tal oposição provoca a desintegração das relações humanas básicas. Nesse contexto, o texto de Flusser pode ser mencionado, já que ele deixa claro que os obstáculos representados pelos objetos dificultam a comunicação e a integração das pessoas. Dessa forma, a divisão público/privado funciona como objeto/obstáculo para essa conexão humana.


2. Demarcações territoriais
  • O grau de acesso de um espaço determina se ele é mais ou menos privado;
  • No mundo inteiro, há gradações de demarcações territoriais, ou seja, maneiras diferentes de separar o público do privado;
  • Exemplos de espaços de rua no sentido territorial (dimensão extra dada ao espaço público): hall do correio central, estação rodoviária, ruas "fechadas", entre outros;
  • O grau de acesso exigido por um espaço determina a escolha de motivos arquitetônicos.

3. Diferenciação territorial
  • Portas e paredes são ótimos exemplos de objetos que delimitam o território, separando o público do privado.
  • Marcações de gradações de acesso público em uma planta resultam em uma "diferenciação territorial".

4. Zoneamento territorial
  •  O caráter de cada área depende de quem é responsável por ela;
  • Ex.: espaço de uma secretária possui um caráter mais privado do que o destinado ao refeitório de uma empresa.
  • Ex.: Edifício de Escritórios Central Beheer
  • Funcionários ordenaram e personalizaram seus escritórios;
  • Para isso, a forma do espaço deve oferecer oportunidades;
  • Nesse quesito, eu quero relembrar o projeto da escola mostrado pelo professor Gabriel na aula do dia 06/10, na qual ele citou as possibilidades de mudanças na ordenação das carteiras dos alunos e das portas, por exemplo. Isso demonstra as oportunidades de personalização deixadas pelos projetistas às pessoas que, de fato, ocuparão o espaço em questão. Vale ressaltar, ademais, os espaços mais "públicos" e mais "privados" presentes no projeto exposto por ele, como por exemplo nichos ou casinhas onde as crianças podiam ficar sozinhas quando desejassem. Tal característica demonstra a impotância de, no projeto, exigir espaços com diferentes graus de acesso, assim como aponta Hertzberger.
  • Ex.: Faculdade de Arquitetura do MIT, Cambridge, USA
  • Estudantes construíram o espaço que queriam.
  • Novos estudantes podiam fazer modificações.
  • Nesse sentido, é válido ressaltar a importância da liberdade que os estudantes da Escola de Arquitetura e Design (UFMG) têm de modificar o espaço do seu Diretório Acadêmico, seja na reorganização dos móveis, seja na pintura do profeta, por exemplo. Isso contribui com a sensação de pertencimento que eles possuem em relação ao espaço citado.
  • Dependendo de fatores do espaço em projeção, a influência dos usuários pode ser estimulada, por isso, é necessário que o arquiteto analise as condições necessárias para que a contribuição das pessoas no espaço possa ser oferecida.

5. De usuário a morador
  • A definição dos conceitos de "público" e "privado" de cada espaço permite que o arquiteto possa decidir onde devem ser tomadas medidas de intervenção espacial dos usuários.
  • Ex.: Escola Montessori, Delft
  • Cada sala de aula é um espaço autônomo.
  • A professora e as crianças decidem sobre a aparência do lugar.
  • Deveres domésticos fazem parte do programa diário.
  • Cada criança leva uma planta e cuida dela.
  • A sala é como um "ninho seguro", um espaço conhecido.
  • Existem riscos ligados ao uso multifuncional.
  • A exibição dos trabalhos das crianças é importante.
  • Sala de aula concebida como domínio de um grupo.
  • Ex.: Escolas Apollo
  • Espaços entre as salas = locais de trabalho.
  • Mostruário de vídeo que expõe os trabalhos da turma.


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