Na aula do dia 15/09/2025, foi proposta uma atividade de fichamento sobre a "Teoria do não-objeto" de Ferreira Gullar. Nesse sentido, abaixo seguem as minhas considerações sobre a leitura desse material.
Primeiramente, Gullar aborda as tentativas de diversos artistas, ao longo do tempo, de eliminar os objetos de suas obras artísticas. O exemplo inicial citado é o que envolve os artistas impressionistas, os quais tentam eliminar a pintura figurativa.
Em seguida, o movimento cubista é mencionado, juntamente com a ideia de que os objetos deveriam ser transformados em cubos. No entanto, a tentativa dos artistas cubistas foi falha, já que os signos/objetos ainda estavam presentes em suas obras. Nesse contexto, o artista Mondrian é citado diversas vezes por Gullar. Aquele realizou, por exemplo, tentativas de fazer linhas na horizontal e na vertical, mas não obteve sucesso na ideia do não-objeto.
Outros artistas retiraram as molduras das telas ou as bases das esculturas, mas nada disso foi suficiente, segundo Gullar para criar não-objetos.
Na última parte do texto, Ferreira inicia um diálogo a respeito do tema central abordado. Esse tópico tem um enorme papel esclarecedor a respeito do não-objeto. As principais ideias evidenciadas por ele nesse último momento são:
- O não-objeto é indefinido e não possui utilidade;
- O não-objeto é uma presentação, e não uma representação;
- A pintura não-figurativa ainda é presa na representação do objeto;
- O não-objeto transcende o espaço;
- Moldura e base significam, na obra, representação, mesmo se há abstração nas obras;
- "Diante do espectador, o não-objeto apresenta-se como inconcluso e lhe oferece os meios deser concluído."
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